quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MAIS PROFESSORES, MELHORES RESULTADOS ESCOLARES. SERÁ QUE SÃO MAIS E SERÁ QUE É ASSIM?

Ao que se lê no DN, no seu relatório de vigilância (sublinho o termo) sobre o período pós-troika, a Comissão Europeia avisa, exige, que o aumento de professores que se tem vindo a registar “de forma consistente” desde 2015 “tem de contribuir efectivamente para melhorar os resultados da educação, estou a citar pois não consegui localizar o texto da Comissão.
Quanto ao “aumento” do número de professores que se tem verificado vale a pena ser um pouco mais rigoroso e verificar se é exactamente essa a situação. Voltaremos a isto.
Por agora uma pequena nota sobre a “exigência” dos burocratas, mais professores, melhores resultados, que acredito soar bem a muito boa gente, basta atentar na caixa de comentários da imprensa online e em alguns discursos produzidos quando se fala nestas matérias.
Se estudassem um pouco mais saberiam que os estudos sobre qualidade na educação mostram há muito tempo que os modelos input-output, ou seja e por exemplo, injectar mais dinheiro ou mais recursos não garante só por si a qualidade.
A melhoria de resultados, a qualidade da educação depende, evidentemente de recursos e investimentos mas também e de forma bem consolidada na investigação de políticas educativas que em termos genéricos e em termos mais particulares optimizem currículos, sistema de organização, formação, tipologia e efectivo de escolas e turmas, autonomia das escolas que sustentem a promoção de práticas e trajectos educativos diferenciados, etc.
No entanto e como sempre, é bem mais fácil definir os professores como responsáveis exclusivos pelos resultados dos alunos.

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