segunda-feira, 9 de abril de 2018

A ESCOLA PODE FAZER A DIFERENÇA


Mais uma vez.
A escola, no seu sentido genérico, não tem responsabilidade directa por décadas de políticas urbanísticas, sociais, educativas, económicas que produzem exclusão e pobreza.
A escola, no seu sentido genérico, não tem responsabilidade directa na manutenção de estereótipos, preconceitos ou representações sociais sobre pessoas ou grupos. 
No entanto, é pela escola que também passam as consequências deste cenário e das alterações positivas que podem acontecer.
Assim, não sendo por milagre, não sendo por acaso, não sendo por mistério, com recursos e visão a escola, cada escola, pode, deve, fazer a diferença e contrariar o destino de insucesso que aguarda, sobretudo, pelas crianças nascidas no lado menos confortável da vida. Lamentavelmente, demasiadas vezes, ainda não acontece como se verifica no trabalho da DGEEC.
Apesar de todas as dificuldades são possíveis as boas práticas que merecem divulgação e reconhecimento.
Um entendimento inclusivo da educação, apoios precoces, competentes e adequados às dificuldades percebidas pelos alunos são eficazes e não carecem de nenhuma inovação, a retórica que já cansa.
“Há uns anos, houve uma rusga e às 8h15 tínhamos um menino sentado no portão”, conta Fátima Santos. “Conseguiu furar a rusga e olugar que procurou foi este. É um lugar onde se sentem bem. Sentem-se protegidos.”

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